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Fernando de Noronha
Considerado Parque Nacional Marinho, com cerca de 112 quilômetros quadrados entre terra e mar, o arquipélago é o mais bonito do Brasil. O fundo do mar, com até 50m de visibilidade, apresenta um belo colorido com muitos golfinhos, tartarugas marinhas e misteriosos navios naufragados. Em terra, a ilha é constituída por uma areia macia e interessantes formações rochosas que parecem verdadeiras esculturas gigantes. Formado por 21 ilhas e ilhotas, Noronha é um dos paraísos mais preservados do país.

A ilha é relativamente pequena, cerca de 16 quilômetros quadrados, o que torna possível percorre-la totalmente em 3 dias, incluindo mergulho autônomo e passeio de barco. Fernando de Noronha conta com dois hotéis, diversas pousadas, dois mercados, farmácia, duas padarias, delegacia de polícia, um hospital e restaurantes, onde a especialidade é os deliciosos frutos do mar. Mas também há pizzaria, restaurantes de massas caseiras e restaurante japonês. Toda essa maravilha é apreciada por seus 3.000 habitantes e visitantes que chegam 365 dias do ano.

História

O arquipélago foi descoberto oficialmente em 1503, por uma das naus da expedição Gonçalo Coelho comanda por Américo Vespúcio, que o denominou de “Ilha da Quaresma”. Logo no dia seguinte, o rei português D. Manuel doou a ilha ao aristocrata Fernão de Loronha, financiador da expedição. Ao longo dos anos, a ilha de Fernão de Loronha acabou se “transformando” em Fernando de Noronha.

Entre os anos de 1629 e 1736, quando já fazia parte da capitania de Pernambuco, o arquipélago foi invadido algumas vezes, caindo nas mãos de holandeses e franceses. Ocorreram duas invasões holandesas, sendo a segunda por mais de vinte anos. Depois deles, foi a vez dos franceses se apoderarem da ilha que passaram a chamar de Isle Dephine. Finalmente, em 1737, Fernando de Noronha tornou-se propriedade do Brasil. Para evitar novos ataques, foram construídos vários fortes distribuídos ao longo da ilha, destacando-se os fortes dos Remédios, de Santo Antônio e de Conceição. Até 1988, a ilha tornou-se território Federal, administrado pelo Ministério da Guerra, e funcionou como presídio que abrigou presos comuns e políticos.

Muitos participantes da Intentona Comunista de 1935 e opositores do regime militar, imposto em 1964, ficaram encarcerados em Fernando de Noronha. Devido ao presídio, grande parte da vegetação original foi destruída na tentativa de impedir os prisioneiros de utilizar a madeira das árvores para construir jangadas. O arquipélago também serviu de base para os aviões de combate do exercito norte-americano durante a Segunda Guerra Mundial.

O turismo na ilha só foi realizado em 1972, quando 12 pessoas desembarcaram de um avião do exército. Com a Constituição Federal de 1988 a ilha passa a ser administrada novamente pelo estado de Pernambuco. Na mesma época, o então presidente José Sarney cria o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, hoje gerenciado pelo Ibama.

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